Saúde Mental no Trabalho
Assédio moral e assédio sexual no trabalho: como identificar, prevenir e orientar os colaboradores?
Por Bruna Carolina Mohr · CRP 12/26500 · 05 de novembro de 2026 · 7 min de leitura
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Qual a diferença entre assédio moral e assédio sexual?
- Assédio moral: exposição repetida e prolongada a situações humilhantes, constrangedoras ou de desqualificação, que atingem a dignidade e a saúde do trabalhador.
- Assédio sexual: conduta de conotação sexual não desejada — palavras, gestos, contatos ou propostas — que constrange a pessoa. Pode ocorrer entre colegas ou por superiores hierárquicos.
Exemplos de comportamentos inadequados no ambiente profissional
- Críticas públicas, gritos e humilhações;
- Isolar o colaborador ou retirar suas tarefas sem motivo;
- Metas impossíveis usadas como forma de pressão;
- Piadas ou comentários de cunho sexual;
- Toques, insinuações ou convites insistentes não desejados;
- Mensagens de conotação sexual, inclusive por aplicativos;
- Ameaças veladas ligadas ao emprego ou à promoção.
Quais as consequências para a saúde mental dos trabalhadores?
O assédio pode contribuir para ansiedade, estresse, alterações no sono, queda da autoestima, sintomas depressivos e esgotamento profissional. Para a empresa, aparecem afastamentos, rotatividade, conflitos e perda de confiança no ambiente. Leia também sobre ansiedade e esgotamento profissional.
Qual a responsabilidade das lideranças e das empresas?
Cabe à empresa estabelecer regras de conduta, divulgar seus canais e agir diante das denúncias. A Lei nº 14.457/2022 prevê, para empresas com CIPA, medidas como inclusão do tema nas normas internas, procedimentos de recebimento de denúncias e ações de capacitação periódicas.
As lideranças têm papel central: dão o exemplo, percebem sinais precoces e precisam saber acolher e encaminhar situações com respeito e sigilo.
Como desenvolver canais de comunicação e acolhimento?
Canal acessível e confidencial, com possibilidade de relato anônimo;
Fluxo definido de recebimento, apuração e retorno;
Proteção contra retaliação de quem denuncia ou testemunha;
Acolhimento humanizado da pessoa que relata;
Divulgação contínua do canal para todos os colaboradores.
Por que palestras e ações preventivas são importantes?
Muitas situações começam por desconhecimento do que é ou não aceitável. Palestras, rodas de conversa e treinamentos ajudam a nomear comportamentos, alinhar expectativas, fortalecer o respeito e encorajar o uso dos canais. Na Bruna Mohr Clínica de Psicologia, as ações são presenciais, adaptadas ao público (colaboradores, lideranças ou CIPA) e conduzidas pela psicóloga Bruna Mohr.
Perguntas frequentes
Uma única situação humilhante já é assédio moral?
O assédio moral costuma ser caracterizado pela repetição. Ainda assim, uma situação isolada grave merece ser acolhida e tratada pela empresa.
Assédio sexual só acontece de chefe para subordinado?
Não. Pode ocorrer entre colegas do mesmo nível também. O ponto central é a conduta de natureza sexual não desejada.
A empresa é obrigada a fazer ações de prevenção?
Empresas com CIPA devem adotar medidas de prevenção e capacitação previstas na Lei nº 14.457/2022. Para todas, a NR-01 orienta considerar fatores psicossociais no gerenciamento de riscos.
Vocês fazem palestras sobre assédio em Joinville?
Sim! Realizamos palestras e treinamentos presenciais em empresas de Joinville/SC e região. Chame no WhatsApp (47) 99912-9426.
Fontes
- Lei nº 14.457/2022 (Programa Emprega + Mulheres)
- Ministério do Trabalho e Emprego: NR-1 e NR-5
- Conselho Federal de Psicologia: Código de Ética Profissional do Psicólogo
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Palestras e treinamentos presenciais para colaboradores, lideranças e CIPA em Joinville/SC e região, com linguagem acessível e foco em prevenção.
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Bruna Carolina Mohr
CRP 12/26500
Psicóloga clínica e organizacional em Joinville/SC, CRP 12/26500. Graduação em Psicologia e pós-graduação em Psicologia Organizacional.