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Saúde Mental no Trabalho

Saúde mental no trabalho: por que cuidar das pessoas é cuidar da empresa

Por Bruna Carolina Mohr · CRP 12/26500 · 24 de setembro de 2026 · 7 min de leitura

Atualizado em

Cuidar da saúde mental no trabalho significa identificar e reduzir fatores que geram sofrimento nas equipes, como sobrecarga, conflitos e falhas de comunicação. Para empresas, isso se traduz em prevenção, melhor clima organizacional e decisões mais seguras em atividades de risco. As ações devem partir da realidade de cada organização, em conjunto com RH e Segurança e Saúde no Trabalho (SST).

A Bruna Mohr Clínica de Psicologia, da psicóloga Bruna Carolina Mohr (CRP 12/26500), atua em Joinville/SC com psicologia organizacional, avaliações psicológicas, palestras corporativas, treinamentos e saúde ocupacional.

Por que a saúde mental é um tema de gestão, e não só individual?

O ambiente de trabalho influencia diretamente o bem-estar das pessoas e os resultados da empresa.

Pressão constante, metas pouco claras, conflitos não resolvidos e lideranças sem preparo para lidar com pessoas afetam a saúde emocional das equipes. Esses efeitos aparecem no dia a dia da operação e na relação entre colegas.

A NR-01 orienta as organizações a gerenciar os riscos ocupacionais, o que inclui considerar fatores psicossociais relacionados ao trabalho. Isso torna o tema parte da gestão de pessoas e da segurança, não apenas uma questão pessoal de cada colaborador.

Quais sinais indicam que a empresa precisa agir?

Alguns indicadores organizacionais merecem atenção da liderança e do RH.

Nenhum sinal isolado define um diagnóstico, mas a combinação deles indica que vale olhar com mais cuidado para o ambiente de trabalho:

  1. Aumento de afastamentos e faltas recorrentes.
  2. Rotatividade elevada ou dificuldade de reter pessoas.
  3. Queda de engajamento, produtividade ou qualidade das entregas.
  4. Conflitos frequentes entre equipes ou com lideranças.
  5. Relatos de sobrecarga, cansaço constante ou desmotivação.

Qual a relação com atividades de risco, como NR-33 e NR-35?

Em espaços confinados e trabalho em altura, fatores psicossociais fazem parte da avaliação dos riscos.

A NR-33 (espaços confinados) e a NR-35 (trabalho em altura) vinculam a avaliação da saúde dos trabalhadores às atividades e aos riscos envolvidos, incluindo fatores psicossociais. A avaliação psicológica pode contribuir nesse contexto, mas não substitui o exame médico ocupacional nem o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), cuja conclusão de aptidão é médica.

A necessidade, a finalidade e o formato de uma avaliação devem ser definidos em conjunto com a equipe de saúde ocupacional da empresa.

Que ações a empresa pode contratar?

As ações mais efetivas são planejadas a partir do diagnóstico da realidade da organização.

Entre as frentes de atuação da psicologia organizacional estão:

  1. Palestras corporativas sobre saúde mental, comunicação e qualidade de vida no trabalho.
  2. Treinamentos e ações de desenvolvimento para lideranças e equipes.
  3. Avaliações psicológicas com finalidade definida, inclusive em contextos de NR-33 e NR-35.
  4. Iniciativas de saúde ocupacional e espaços de diálogo e prevenção.

Como começar?

O primeiro passo é uma conversa para entender a demanda da empresa.

Antes de solicitar uma proposta, reúna informações sobre o número de colaboradores, as funções envolvidas, os principais desafios percebidos e o objetivo da ação. Com isso, escopo, formato, prazos e investimento podem ser definidos de forma adequada.

Principais pontos

  1. Saúde mental no trabalho é parte da gestão de riscos e de pessoas.
  2. Afastamentos, rotatividade e conflitos são sinais de alerta.
  3. Em NR-33 e NR-35, a avaliação psicológica complementa, mas não substitui, o exame médico e o ASO.
  4. Cada ação deve ser planejada a partir da realidade da empresa.

Referências oficiais

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Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação ou atendimento psicológico.